Reunião especial da Frente Parlamentar de Apoio ao Terceiro Setor aconteceu online e contou com participações internacionais

A reunião, que homenageou os cinco anos do lançamento da Agenda 2030 mostrou que é preciso acelerar para o alcance dos ODS e mostrou a força das alianças intersetoriais

A Reunião Especial da Frente Parlamentar de Apoio ao Terceiro Setor, que aconteceu, online e com transmissão simultânea, pelo site da Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG e pelo YouTube, na última quarta, 21, de 14 às 17 horas, teve como tema “Os cinco anos de lançamento da Agenda 2030 – O Terceiro Setor e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” e ocorreu por gestão da FUNDAMIG e do MINAS VOLUNTÁRIOS, junto ao Deputado Professor Cleiton (PSB), que presidiu a Terceira Reunião Extraordinária (Audiência Pública) da Comissão de Participação Popular da ALMG (Assista na íntegra a gravação do evento).

“Uma tarde memorável. Penso que poucas vezes a Assembleia acolheu uma Audiência Pública com essa envergadura. Uma reunião de alto significado para a Assembleia, para a FUNDAMIG e para o Terceiro Setor”, expressou o diretor Financeiro da FUNDAMIG, Antônio Carlos Cabral Aguiar, ao final do evento. E completou: “Parabéns aos nossos palestrantes e, sobretudo, ao Deputado Professor Cleiton (PSB), que demonstrou sua sensibilidade e seu comprometimento com o Terceiro Setor. Um marco significativo na história da FUNDAMIG”, disse o engenheiro civil aposentado que há mais de quinze anos se dedica ao Voluntariado.

A reunião já foi a segunda da Frente, lançada em 15 de maio de 2019, durante a oitava reunião extraordinária da Comissão de Participação Popular, audiência pública presencial, que durou quatro horas e quinze minutos e contou com a participação da FUNDAMIG – que provocou a criação da Frente, por meio de seu Comitê de Desenvolvimento para as Parcerias, Voluntariado Transformador e Cidadania, que é secretariado pelo presidente do MINAS VOLUNTÁRIOS, Rodrigo Starling – além de organizações filiadas e outras Organizações da Sociedade Civil, que lotaram a plenária (veja).

“É um papel muito importante e somos gratos pelo trabalho que a FUNDAMIG faz!”, agradeceu durante e após o evento o Renato Orozco, gerente do Idealist.org para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa e presidente da Associação Nossa Cidade, que foi um dos palestrantes na Audiência.

Leia abaixo a notícia divulgada no site da ALMG sobre o evento (21/10/2020 18h55):

Metas da ONU para 2030 estão em retrocesso no Brasil

Formas de reverter essa tendência foram debatidas por deputados e agentes do terceiro setor

Um cenário alarmante com relação a metas ambientais, econômicas e sociais, no Brasil e no mundo, foi revelado durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (21/10/20) pela Comissão de Participação Popular (CPP) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião debateu os cinco anos de lançamento da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, com ênfase na atuação do terceiro setor.

Consulte o resultado e assista ao vídeo completo da reunião.

A Agenda 2030 é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com instituições sem fins lucrativos da sociedade civil organizada (terceiro setor), que estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas mundiais a serem atingidas até 2030, tendo em vista aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Lançada em 2015, essa agenda pouco saiu do papel nos últimos cinco anos. De acordo com a consultora internacional Monica Villarindo, especialista em Voluntariado e Sustentabilidade, e conselheira do Minas Voluntários, apenas a Dinamarca, entre 193 países, vem cumprindo suas metas da forma proposta inicialmente.

Cumprimento de metas do desenvolvimento sustentável esbarra no aumento da pobreza

A consultora citou o economista Michael Green para dizer que, nesse ritmo, o mundo só alcançaria essas metas em 2082. “Mas 2082 deve ser muito tarde, pois a situação da Terra estará muito grave”, advertiu Monica. Segundo a especialista, com relação ao Brasil, houve avanço em apenas quatro das 169 metas propostas. Em 141 metas, o que se registrou foi estagnação ou retrocesso.

Voluntariado

Para superar essa situação, a principal recomendação dos participantes do debate é o fortalecimento do terceiro setor, com uma ampliação do trabalho voluntário. De acordo com o deputado Professor Cleiton (PSB), um dos autores do requerimento para realização da reunião, esse fortalecimento é o objetivo não apenas do debate dessa quarta, mas também da Frente Parlamentar em Apoio ao Terceiro Setor, já organizada na ALMG.

Um primeiro passo é esclarecer o que é terceiro setor e afastar preconceitos. “Terceiro setor não são essas Ongs corruptas que se fala por aí. É a Santa Casa, são as creches, as Apaes”, afirmou o presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/MG, Tomáz Resende.

Ele ressaltou que os hospitais filantrópicos são hoje responsáveis por 88% do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e que existem, apenas em Belo Horizonte, 270 creches sem fins lucrativos que atendem 30 mil crianças. “O terceiro setor é um desconhecido, mas as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) fazem um trabalho fantástico”, afirmou Resende

Veja outros destaques da reunião da Frente Parlamentar do Terceiro Setor em notícia completa da FUNDAMIG aqui.